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Você trabalha pra quê? Pra quem?

Dia nesses vi uma postagem no Faice, que era mais ou menos igual a essa daqui:

 

E ela já diz muito sobre como a maior parte de nós passa a vida. Mas quem cria essa vida, é a gente mesmo ou o sistema? Será que temos condições pra mudar essas questões e escolher estilos de vida mais simples, comprar melhor, trampos que nos consumam menos? #vempropapo #nareal #nahumilda

Estou a dois meses e umas semanas maltrapilhas sem um trampo fixo, formal, carteira assinada, fgts e coisa e tal. E nunca me senti tão livre. Mas pera lá, que isso já deu artigo no LinkedIn e rendeu a maior discussão, e não é sobre a minha vida de agora que eu quero falar, e sim, sobre ela antes.

Antes de ficar desempregada, eu como a maioria das pessoas trabalhadoras desse país, temia em perder meu emprego. Sim! O país e a crise plus a tv o tempo todo a gritar que mais de 12 milhões de pessoas estão desempregadas, ai meus sais,  o que a gente vai fazer! Mas Lú, você me pergunta daí: Era o melhor emprego do mundo? Não! Era perto da minha casa? Não! Trazia satisfação pessoal? Não! Trazia realização? Não! Trazia bônus gordinhos de fim de ano? Tinha lideranças inspiradoras? Não! E a lista continua…

Mas pagava as contas, né miguis! Não é pra isso que a gente trabalha? Pra pagar contas?
Deixa eu te contar… NÃO!

Antes de assumir esse emprego mambembe aí, eu estava buscando uma certa estabilidade financeira sabe? Parar de dever pra banco, cartão de crédito, lojas de departamento (tb conhecidas como fast fashion) e outras coisitas más.
E isso, me prendia imenso no meu antigo emprego!

Eu dormia e acordava fazendo contas, pensando em como ser mais inteligente pra gastar minha grana, em como eu poderia fazer escolhas mais simples (sim, o NH saiu daí, pasme!) e como eu, livre daquelas dívidas, poderia ter mais liberdade pra escolher um trampo que me fizesse bem de verdade!

Mas a vida, meu caro Joseph Climber, é uma caixinha de surpresas e certas lições são mais durinhas de aprender, né? E aí que mesmo sem as danadas das dívidas (sim eu havia conseguido) cai num emprego que continuava pagando as contas, porque esse era afinal o modus operandi e pra sair dele, a gente precisa de um verdadeiro “xoque”!

O xoque tinha nome: D-E-M-I-S-S-Ã-O!


E então que depois desse tempo tocando minha vida aqui de casa mermo, fazendo as coisas que eu sei fazer (olha aqui o portfólio da malandra), mandando e-mail, conversando com gente, trabalhando MUITO mais do que eu já trabalhei em qualquer lugar da vida, eu percebi..que UFA!

Todo esse tempo, todos esses trabalhos, embora bons e ruins ao mesmo tempo, só me faziam alimentar um estilo de vida, de escolhas e de posturas que não me deixavam sair do tal modus operandi (ganha, gasta, endivida, empobrece, depende)  que eu mencionei ali em cima.

E que agora, de casa (a coisa mais foda que já fiz na vida), posso pensar melhor meus caminhos, TENHO que ponderar minhas escolhas – já que o dinheiro não tá garantido e mais, tenho que consumir com inteligência, né mores?

Pode parecer superficial o que tô falando aqui, e deveras repetitivo, mas veja, sabe se lá se você aí num tá presa num lugar onde apenas sobrevive, aguentando chefe mala, colega trapaceiro, gente cretina e toda sorte de coisas, porque se enfiou em dívidas e agora precisa pagar.

Vamo repensar esse ciclo vicioso, que é parte do sistema, mas que é parte do que a gente consome também. De como escolhe comprar e do que decide valorizar. E não, não tô dizendo pra você largar seu trampo. Nem tô falando pra você viver de freela (já falei que é a coisa mais dificil que já fiz na vida?). Tô falando pra interromper o roda viva que tá te consumindo. E aí, lá na frente, poder escolher melhor o emprego que vai te preencher de alegria, que vai ser parte grata da sua vida e não uma simples prisão.

Afinal, a gente tem que trabalhar pra melhorar a vida, mas a vida da GENTE! 😀
Conta aí nos comentários o que você pensa disso hein?

 

Luciana Landim
Luciana Landim

Eu sou uma entusiasta da internet, que ama ler e fazer blogs. Sou falante, extrovertida e #NaHumilda. Música deveria ser meu sobrenome, e estou sempre em busca de aperfeiçoar meu estilo pessoal, mesmo que isso signifique ser ainda mais perua, ou não.

1 Comentário

  1. Débora Alves disse:

    Penso igual! Rsrsrs mas, para interromper essa roda crazy da vida, tive que fazer uma escolha, e foi pedir d.e.m.i.s.s.ã.o! Enfrentar as críticas pelo fato do pais estar em crise, e t.. como vemos incasavelmente… Mas a diferença é que eu não estou em crise!
    Olhei pra mim, plenos 27 anos e vi que a única pessoa que podia fazer a diferença (apesar das consequências) era eu mesma!
    E estou feliz… Claro, em busca de um novo, na mesma área … Mas que seja um, que me de desafios… E qdo eu sentir que não mais o fará, ja saberei o que fazer!! ☺
    Bjs de luz!

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