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Vida de Atleta #2 – Maratona! Que medo!

Você já teve medo de algo que achou que seria intransponível e quando teve que enfrentar esse medo, viu que não era tão ruim assim? Pois bem, minha trajetória até esta decisão de correr uma maratona teve algumas dessas fases e hoje quero compartilhar a primeira, meus primeiros 10Km.

 

Logo quando comecei a correr, minha distância preferida era 3,2 K. E porque este número? Era exatamente o tamanho de uma volta no Parque Villa Lobos, e por muito tempo foi motivo de comemoração fazer esta volta. Depois de alguns domingos indo lá correr, o desafio era diminuir o tempo da volta e assim os treinamentos foram ficando cada vez mais interessantes.

Até que um dia meu irmão volta da academia e fala: “ Vou te inscrever em uma prova de 10km que a academia vai fazer, beleza?”. E eu não tive como negar tal convite, topei e a ansiedade só aumentou. Queria treinar mais agora, porque tinha que correr 3 vezes mais do que estava acostumado (e mais um pouco), mas como bom preguiçoso, não mudei minha rotina em nada e o tempo foi passando, a prova chegando e ansiedade aumentando.

 

Pois bem, chegou o grande dia! Era a Fila Night Run e aconteceu próximo ao centro têxtil aqui em São Paulo. Naquela noite a empolgação estava alta, as pessoas da academia super bem preparadas, batiam papo tranquilamente tentando disfarçar o nervosismo conversando sobre coisas que não fossem do mundo da corrida, mas entre assunto e outro a corrida voltava a cabeça de todos.

 

Com base nessa conversa pré corrida, coloco uma meta na cabeça: devo fazer a prova em 1 hora. Acredito que seria um ótimo começo para uma pessoa competitiva como eu! Às 19 horas alinhamos para a largada. Nesta hora aquele mundo de gente só te faz pensar uma coisa: “ Estou onde realmente queria estar e hoje farei o meu melhor”,  e então largamos.

 

Não tinha um GPS, eu não fazia ideia o que era o PACE e não pensei em nada só larguei o pé. Quando chego ao primeiro ponto de hidratação, minha cabeça diz “Para, pra mim já deu”, meu corpo diz “ Tá louco?” e meu coração diz “Cara, siga em frente, esse é o caminho”, nem preciso dizer que segui meu coração, tomei uma água e fui. No terceiro posto de hidratação já depois dos 5km, parei para tomar água e respirar, caminhei por uns 2 minutos, recuperei o fôlego e só pensava em cruzar a linha de chegada, mesmo ela ainda longe da minha frente. Faltando 300 metros para linha de chegada, tive o meu momento de exaustão e o cansaço me pegou. Mas depois de 01:06:36 lá estava eu cruzando a linha de chegada e louco pra me inscrever na próxima corrida. O mais estranho foi isso, eu parecia querer mais d’aquele sofrimento e o melhor, queria muito melhorar meu condicionamento e tempo.

 

Sempre escuto que a maratona tem um paredão que vou precisar vencer, mas pra quem venceu seus primeiros medos e quilômetros, acredito que estou no caminho certo.

 

Tem mais uma porção de coisas que quero contar, mas vai ter que ficar para um próximo bate-papo neste mesmo bate espaço deste mesmo bate local.

Luciana Landim
Luciana Landim
Eu sou uma entusiasta da internet, que ama ler e fazer blogs. Sou falante, extrovertida e #NaHumilda. Música deveria ser meu sobrenome, e estou sempre em busca de aperfeiçoar meu estilo pessoal, mesmo que isso signifique ser ainda mais perua, ou não.

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