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De quem é essa moda?

Quando o assunto é moda, eu quase sempre me pego me lembrando da época em que eu achava tudo isso muito fútil e banal e que nunca ia ser uma coisa pra mim.

Pode ser que não seja mesmo.
Li na semana passada no post da Jojo, recomendação de leitura e inspiração cotidiana, sobre uma matéria da Vogue gringa que comenta que os peitos estão fora de moda. Enfim, o texto dela vale muita a pena ser lido e é com esse gancho que eu quero continuar daqui.
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Porque as revistas de moda, de certa maneira, vem plantando uma ideia quase que constante que “a moda” é quase algo inalcançável para a maioria de nós?
Sério..basta abrir qualquer revista de moda e comportamento pra sentir-se feia, gorda, fora dos padrões e inadequada.
Então porque a gente continua consumindo isso e porque continuamos alimentando crenças e valores que estão limitados a essas condições estabelecidas pela mídia?
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Pensa bem, a gente bem que quer emagrecer, né? Pra caber na roupa, pra se sentir bem e toda uma série de desculpas que poxa, sabe, tão bem aceitas dentro da nossa cabeça. Mas aí sem perceber a gente acaba exteriorizando para nossas amigas, colegas e familiares essa nossa vontade (que pode até estar bem resolvida) mas que não tá funcionando pro outro.
É a mesma coisa quando uma amiga mais gordinha vem te contar das dificuldades de ter um guarda roupa descente e você que entra em qualquer 40, 42 ou 44 acha que tem as mesmas dificuldades. Sacou?
O que estou querendo dizer é que, lá na ponta de uma editoria de moda super fancy (ui, ui, ui) como a Vogue dizendo uma pataquada de que peitos estão fora de moda. (Tipo, oi? Tenho que arrancar minhas tetinhas?) isso vai descendo a ladeira até chegar na gente pra achar que de repente tem peito de mais, ou que uma amiga deve mesmo fazer redução ou que os peitos da colega são isso ou aquilo.
É preciso cuidado pra não continuar reproduzindo comportamentos nocivos para com as outras pessoas, que podem vir ou não de uma crença pré estabelecida por matérias, blogueiras e coisa e tal. Sabe?
Aconteceu algo comigo essa semana que desencadeou todo esse raciocínio e casou muito com o que a Jojo fala na matéria dela. Uma moça ao me ver com o meu mais recente cabelito rosa (oba) virou pra mim, e disse:
Moça – Cabelo rosa? Nosssa!
Eu – Poisé..
Moça – Você é rockeira, né?
Eu – Rockeira? Não
Moça – Não, não é rockeira que fala..é..é.. (esperando eu emendar)
Eu – Não moça, eu sou nada não, só gosto de pintar meu cabelo..é isso
Ou seja, nossa necessidade de colocar as pessoas em padrões de beleza pré estabelecidos acaba por limitar nossa criatividade e percepção das coisas.
E você, o que acha disso?
Luciana Landim
Luciana Landim
Eu sou uma entusiasta da internet, que ama ler e fazer blogs. Sou falante, extrovertida e #NaHumilda. Música deveria ser meu sobrenome, e estou sempre em busca de aperfeiçoar meu estilo pessoal, mesmo que isso signifique ser ainda mais perua, ou não.

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